Fórum discute ''Transparência na Saúde e Caminhos do SUS em MT''

Redação 24 Horas News / | 31/08/2018 15:11:54

Com a proposta de aproximar as entidades que atuam na área da saúde e os órgãos de controle, está sendo realizado nesta sexta-feira, no auditório das Promotorias de Justiça de Cuiabá, o II Encontro do Fórum Permanente de Saúde com o tema “Transparência na Saúde – Os Caminhos do SUS em MT”. Profissionais que atuam no setor buscam alternativas para melhorar a fiscalização da aplicação de recursos e o funcionamento de todo o sistema.

Na abertura do evento, o promotor de Justiça que atua na Defesa do Patrimônio Público de Cuiabá, Mauro Zaque de Jesus, ressaltou que a questão é complexa, mas  mudanças precisam ser implementadas. Os resultados, segundo ele, não serão de imediato, mas a médio e longo prazo. Destacou que há necessidade de mais transparência nos gastos e nas ações realizadas.

O professor da Universidade Federal de Mato Grosso na Faculdade de Medicina e integrante do Fórum, Reinaldo Gaspar Mota, enfatizou que a discussão sobre os caminhos do SUS foi uma sugestão do próprio Fórum. O grupo, segundo ele, nasceu com o propósito de defender o Sistema Único de Saúde a partir da interlocução com os usuários e os profissionais que atuam na área da saúde. “Essa articulação faz parte de um processo de fortalecimento da democracia em nosso Estado”, observou.

Além dos membros do Ministério que atuam na defesa do Patrimônio Público e da Cidadania, também estão participando dos debates conselheiros municipais e estaduais de Saúde, magistrados, defensores públicos, técnicos que atuam na Saúde Pública, representante dos Escritórios Regionais de Saúde, movimentos sociais, conselheiros e servidores do Tribunal de Contas e estudantes.

Na palestra de abertura do evento, a médica e professora doutora em Saúde Pública, Lígia Bahia, falou sobre os caminhos do SUS. Ela fez uma abordagem histórica sobre a saúde no Brasil e revelou que, ao contrário do que muitos afirmam, no Brasil não se gasta muito dinheiro na saúde. “O Brasil gasta muito pouco com a saúde, muito menos que a Argentina, Uruguai, entre outros países. Além disso, gasta muito mais com o setor privado do que com o público. Gasta-se pouco e mal”, criticou.

Destacou ainda que a saúde, apesar de ser um direito, é mal distribuída e que as políticas na área de saúde têm o poder de permitir que as pessoas vivam mais e melhor. Ela defende um acompanhamento da aplicação dos recursos, mas enalteceu também a importância da análise dos dados da própria saúde. Citou como exemplos problemas relacionados ao aborto, mortalidade materna, nascimento prematuro, dengue, Leishmaniose visceral, doenças infecciosas, entre outros fatores.