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Ministro do STJ solta ex-chefe da Casa Civil de Mato Grosso

Redação 24 Horas News/Estadão | 11/08/2017 18:33:03

Paulo Taques foi preso na sexta-feira, 4, sob suspeita de envolvimento com o esquemas

Foto: Site do Governo do Mato Grosso

O ministro Reinaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça, mandou soltar o ex-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Paulo Taques, primo do governador Pedro Taques (PSDB). O ministro deu liminar em habeas corpus para Taques, que foi preso na sexta-feira, 4, por suposto envolvimento no esquema ‘barriga de aluguel’, a central clandestina de grampos telefônicos instalada em um núcleo da Polícia Militar que pegou adversários políticos do governo, advogados e até jornalistas.

“A prisão provisória é medida excepcional, reservada para os casos de absoluta imprescindibilidade demonstrados os pressupostos e requisitos de cautelaridade”, decidiu Fonseca.

O ministro impôs restrições ao ex-chefe da Casa Civil, como a proibição de se comunicar com integrantes do serviço de inteligência do Estado.

Taques também fica obrigado a não frequentar prédios públicos da governadoria, da secretaria de Estado da Segurança, da secretaria de Estado da Justiça e Direitos Humanos, da Casa Civil, da Casa Militar e da Polícia Militar do Estado.

Ele não pode sair do País. Terá de comparecer mensalmente à Justiça.

A prisão de Taques havia sido decretada pelo desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Perri é o relator da investigação no TJ.

Segundo a investigação, os grampos pegaram mais de cem alvos. ‘Barriga de Aluguel’ revela que números de telefones eram incluídos ilegalmente em inquérito sobre tráfico de entorpecentes.

A ordem de prisão do ex-chefe da Casa Civil foi motivada também pela suspeita de que ele mandou grampear até sua ex-amante, a publicitária Tatiana Sangalli, e sua ex-assessora Carolina Mariane. A investigação diz que Tatiana é conhecida por ‘Dama Lora’ e Carolina é a ‘Amiguinha’.
Taques, que é advogado e deixou a Casa Civil em maio, também está sob suspeita de tentar destruir provas e documentos da investigação sobre a ‘barriga de aluguel’.