GENOCÍDIO CULTURAL

Indígenas sendo ''batizados'' por pastores evangélicos em MT causam polêmica

Redação 24 Horas News/Revista Fama | 05/01/2018 21:19:03

A prática de “evangelizar” indígenas, comum no Brasil desde a chegada dos portugueses, é inconstitucional

Em setembro do ano passado, o batismo de 38 índios Xavantes no Mato Grosso pelo pastor evangélico Isac Santos provocou polêmica nas redes e rendeu até uma denúncia no Ministério Público contra o religioso por “genocídio cultural”. No último dia de 2017, um novo batismo promovido por um pastor evangélico em indígenas do município de Barra do Garças, também no Mato Grosso, reacendeu a revolta nas redes.

As fotos mostrando a cerimônia foram divulgadas pelo pastor Samoel Maia, ligado à Igreja Universal do Ceará. Na legenda, ele afirma que 35 indígenas “se entregaram ao Senhor”. O pastor que aparece fazendo o batismo nas fotos não foi identificado.

A prática de “evangelizar” indígenas, comum no Brasil desde a chegada dos portugueses, é inconstitucional. Ao “doutrinar” índios, as missões “evangelizadoras” ferem o artigo 231 da Constituição Federal, segundo o qual deve ser resguardado o direito à organização social, os costumes, as línguas, as crenças e tradições e os direitos originários sobre as terras.

Na postagem do pastor que divulgou as fotos, a maior parte dos comentários são críticos à prática. Entre internautas acusando o pastor de “genocídio cultural” e “escravização” dos índios, muitos prometeram denunciar o religioso ao Ministério Público.


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