Agência para administração de museus é criticada por especialistas

Metrópoles | 11/09/2018 22:20:02

Criação da Abram e ação do Ministério Público dominam debate em encontro nacional

A falta de verbas para a gestão de museus e mudanças em sua gestão instituídas pelo governo federal dominaram os debates da abertura do 3º Encontro Nacional da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC), nesta terça-feira (11/9). A notícia foi divulgada pelo jornal O Globo.

O evento, sediado no Museu do Amanhã, organizou uma homenagem ao Museu Nacional, que teve grande parte de seu acervo destruído em um incêndio no início do mês.

O governo criou, nesta segunda-feira (10), por meio de uma medida provisória, a Agência Brasileira de Museus (Abram) para substituir o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), responsável pela administração de 27 instituições.

O Ministério da Cultura afirmou que a mudança foi necessária para “permitir o recebimento de recursos privados”. Especialistas, no entanto, afirmam: o texto não é claro e temem uma intervenção sobre o conteúdo das exposições.

“O paralelo a fazer com a situação do Museu Nacional é como se fosse um acidente em uma mina. Ela desabou e há pessoas lá dentro. O enfoque deve ser retirado nas pessoas ou no código de mineração?”, questionou o diretor da instituição, Alexander Kellner, aplaudido de pé quando disse que o “Museu Nacional está vivo”, segundo o jornal carioca.

“A ansiedade com as medidas provisórias atrapalharam demais o nosso trabalho. Não é o momento de discutir este assunto”, ressaltou Kellner.

É a mesma opinião de Ildeu Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência: “Não se faz uma medida provisória no apagar das luzes por um governo que tem 3% de aprovação “, condenou, segundo O Globo.

Jornalista: Da Redação


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