Combinações e dores de barriga

| 20/05/2018 20:10:03

São Paulo mostrou boa ligação com Aguirre como técnico e venceu clássico no Morumbi. Já no Santos, o presidente mostra que não entende de futebol...

Nem tudo que é bom combina com tudo. Por exemplo: estrogonofe é bom. O de frango, que fique claro. Mas estrogonofe fica horrível com feijoada no mesmo prato. Não há relato no mundo de qualquer pessoa que tenha ficado satisfeita com a mistura. A agressão ao estomago renderia idas e vindas ao banheiro, sistematicamente. Dizem os maldosos que estrogonofe com feijoada é viagem definitiva ao inferno, na verdade. E sem pedágio no toalete.

Toalete, claro, termo usado pelos mais chiques, que certamente nunca achamos que também vão ao toalete. David Beckham, Kate Middleton, Angelina Jolie e Johnny Deep - acredite - estão lá todos os dias, assim como nós, pobres mortais, fadados a dores de barriga. E se comerem estrogonofe com feijoada, então...

Outra coisa que não combina é cerveja com açúcar. Ou um, ou outro, por favor. A cerveja é boa com amendoim, azeitona, queijo, salame e mais três ou quatro aperitivos, no máximo. Não tem como, porém, aprecia-la com um copo de chocolate quente. É um atentado ao bom gosto, ao razoável. 

Tá bom, peguei pesado, fui ao extremo. Óbvio que chocolate quente é o oposto máximo da cerveja. Mas pão de mel, churros, doce de leite, sorvete e bolo também não têm nada a ver com cerveja. Que me desculpem os fortes de barriga, os resistentes e os famintos. Não rola. De acordo com nosso jeito jovem de falar, não funfa.

Tem coisa que é melhor perder do que achar.  Ou não mesclar, simplesmente. Sanduíche de macarronada, feijão com ketchup e banana com maionese estão na lista. Precisa ter muita coragem.

No futebol também existem coisas que até são boas individualmente, mas que não acertam juntas. Não combinam, definitivamente. No caso do São Paulo, deu certo. Aguirre foi contratado e melhorou o time. Veio, conquistou avanços e ganhou o clássico desse domingo. É tipo um queijo com goiabada, pelo menos por enquanto. Mas o Santos é completamente o oposto.

O presidente do Peixe, José Carlos Peres, disse - quando eleito - que procurava o DNA ofensivo, com a missão de resgatar a história gloriosa do clube. Alguém que priorizasse fazer o gol, não evitar o gol do adversário. Atacar, atacar e atacar. Por isso trouxe Jair Ventura. Ele não sabia, no entanto, que o treinador só pensa em defender. É retranqueiro mesmo. Peres, com esse erro absurdo logo no começo da gestão, mostrou que não sabe nada sobre o Peixe. E nem sobre futebol. 

Peres achou que o sorvete ficaria bom com feijão, mas deu revertério. Está duro de engolir.

 


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