Linha sucessória

A chamada em questão, não se trata de sucessão presidencial no Brasil, que é uma ordem de sucessão que define quem substitui ou sucede o presidente da República Federativa do Brasil, mediante morte, incapacidade, suspensão, renúncia, impedimento ou viagem do presidente titular. Na verdade, a conotação da palavra linha sucessória, neste caso especifico, tem outro significado, em função da ação inconsequente praticada por uma senadora da República de forma: vergonhosa, imoral e inaceitável sob todos os aspectos, principalmente por se tratar, de uma dirigente partidária Partido dos Trabalhadores (PT). A senadora Gleisi Hoffmann, e seu marido Paulo Bernardo são réus na Lava Jato, segundo as apurações da referida operação, a mesma teria recebido R$ 1 milhão do Petrolão, na campanha de 2010; a mesma, presta um desserviço à nação brasileira ao enviar vídeo altamente comprometedor.

Gleisi Hoffmann enviou um vídeo, difamatório, inconsequente, vergonhoso, à TV Al Jazira, tentando macular, os poderes constituídos existentes em nosso país, Procuradoria Geral da República (PGR), Ministério Público Federal (MPF), Supremo Tribunal Federal (STF), Polícia Federal (PF) e principalmente a operação Lava Jato, que levou à prisão, uma série de pessoas envolvidas em corrupção.

A fala da senadora fere 8 leis brasileiras, entre as quais, duas são imprescindíveis na manutenção da ordem e da paz em nosso país.

Este ato isolado e insano praticado pela mesma, ao enviar vídeo difamatório a TV AL Jazira, fere preceitos básicos constitucionais, entre os quais: a soberania nacional e segurança nacional.

A autora do vídeo pede atenção do mundo árabe para prisão do Lula, que, na opinião dela, teria sido uma condenação injusta ela diz "Me dirijo ao povo árabe, através da Al Jazira, para denunciar que o ex-presidente Lula é um preso político em nosso país. Ele foi condenado por juízes num processo ilegal. Não há nenhuma prova de culpa, apenas acusações falsas".

Existe um assincronismo gritante na fala da nobre senadora Gleisi Hoffmann, ao chamar Lula de preso político; uma vez que em 19 de abril de 1980, Luiz Inácio Lula da Silva, então líder sindical no ABC paulista, foi preso pelo DOPS, a polícia política do regime militar, por comandar um movimento grevista que iniciou no ABC paulista, se alastrando para praticamente todos os estados do Brasil.

Agora, neste novo episódio, a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se entregou no dia 7 de abril, à Polícia Federal; Lula saiu do mesmo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo para se entregar, foi levado para Curitiba, para cumprir pena de 12 anos e um mês de reclusão por corrupção e lavagem de dinheiro no processo tríplex do Guarujá.

Desta feita, a condenação foi por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por recebimento de vantagens indevidas do grupo OAS, em decorrência de um contrato do Consórcio Conest/Rnest (em obra na Refinaria do Nordeste Abreu e Lima- RNEST e no Consórcio Comprar) em obras na Refinaria Presidente Getúlio Vargas e de tentar oculta-las por meio de um tríplex em Guarujá, quem apurou tais irregularidades foi à operação Lava Jato.

Com a palavra, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge chefe do Ministério Público Federal, e exerce as funções do Ministério Público junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), no STJ a PGR pode propor representação pela federalização de casos de crimes contra os direitos humanos e ação penal, principalmente neste caso específico que se trata de Crime Lesa-Pátria.

Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo (liciomalheiros@yahoo.com.br)