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CASO BENILSON

20/03/2017 - 22:32:59
Trindade/Redação 24 Horas News

Família contesta versão da PM e diz que pedreiro foi executado

PMs são acusados de executar pedreiro em festa beneficiente

Família contesta versão da PM e diz que pedreiro foi executado Benilson não teve chance de defesa, dizem testemunhas

FOI UMA EXECUÇÃO? - A família do pedreiro Benilson da Silva, de 29 anos, jogou por terra a versão dos soldados da Polícia Militar (PM), de que quatro rapazes estavam vendendo drogas e um deles tentou tirar a arma de um dos PMs.

A versão da família é de que Benilson foi executado. E para justificar uma ação desastrosa, os policiais militares montaram um “teatro” colocando droga nas mãos de três pessoas para justificar a morte.

Para a família da vítima, os três homens: o pai de Benilson e dos de seus primos, que foram presos depois que Benilson foi baleado ao ser acusado de tráfico, tudo não passou de uma montagem grosseira, pois na realidade ninguém estava na esquina vendendo drogas, mas sim em uma festa de aniversário, cuja casa foi invadida por policiais militares.

Suposto traficante reage e leva tiros de Policial em Cuiabá

A família também acusa os policiais militares de jogarem splay de pimenta nos olhos dos três homens acusados de crime de tráfico de drogas. Os três foram autuados em Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e liberados pelo delegado plantonista.

Segundo a família, na realidade, todos estavam participando um almoço beneficente na casa da madrinha de Benilson no bairro Santa Rosa-2, em Cuiabá, para arrecadar dinheiro para o tratamento de saúde da mesma, quando os policiais invadiram a casa.

Benilson, segundo a família, foi agredido pelos policiais e, mesmo sem falar nada e sem um mínimo de reação, foi baleado três vezes, um deles no peito quando servia um prato na cozinha invadida com muita violência.

Benilson ainda chegou a ser levado para Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC), não pelo Samu ou pelos PMs, mas num carro próprio e morreu na sala de cirurgia quando estava sendo operado, na tarde deste domingo,19.

IPM ABERTO - A Corregedoria Geral da Polícia Militar (CG-PM) vai abrir Inquérito Policial Militar (IPM). O fato foi confirmado pelo comandante do Comando Regional CR-1), coronel Edgar Mauricio Monteiro Domingues, depois que a Corregedoria recebeu na tarde desta segunda-feira, 20, uma denúncia contestando a ação policial.

Alguns integrantes da família da vítima já foram ouvidos em depoimento que será anexado ao IMP. 

Um vídeo foi gravado para explicar a ação dos militares, assista:

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