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17/06/2002 - 09:25:00
Só Notícias
Maria Helena Benedet
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Madeireiros começam a reajustar preço da madeira no Nortão

A crise no setor madeireiro gerada pela defasagem no preço da madeira fez com que a categoria “acordasse” e buscasse solução para o problema. O temor de um futuro “negro” de falências e desemprego fez com que o setor tomasse uma decisão que acabou no aumento do preço da madeira serrada e beneficiada. No mês passado, o Sindusmad (Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte de Mato Grosso) realizou reuniões e, juntos, os madeireiros decidiram reajustar o preço da madeira em 20 por cento dividido em 3 vezes (junho, julho e agosto). O primeiro aumento começou a valer a partir do dia 10 entre 7 a 10 por cento. Foi o que muitos fizeram. O madeireiro Ruben Nicolau Walker disse que reajustou o preço da madeira em 10 por cento e não teme crise. Para ele, o que está sendo feito é um repasse dos aumentos que o setor sofreu e não contabilizou no preço final do produto. “O mercado vai absorver esse aumento rapidinho. No começo reclama mas, isso é normal”, disse. “Até agosto, vamos chegar aos 20 por cento. Se não reajustarmos o preço da madeira no que realmente vale, não teremos como trabalhar”, alertou. O empresário Arcélio Kreibich também decidiu reajustar o preço de seu produto. No ramo de beneficiamento (forro) Arcélio disse que sempre vendeu com preços acima da maioria e admitiu que mesmo assim está defasado. Depois que subiu o preço em 6 por cento, o empresário disse que as vendas pararam o que, segundo ele, também aconteceu com o filho que trabalha no ramo. Mesmo assim, disse que não teme o futuro e vai chegar aos 20 por cento até agosto. “Se eu não conservar a matéria que tenha aqui quem vai conservar”, assinalou. O empresário lamentou que a falta de união do setor prejudica a própria categoria. “Muitos não foram na reunião e não estão repassando o preço. Seria necessário que todos se unissem e fizessem valer o preço que realmente vale o nosso produto”, alertou. “Não podemos ficar aí correndo o risco de perder tudo o que temos só para garantir as vendas agora. E no futuro como vai ser”, indagou. O próximo aumento deve ser feito no início do mês de julho e o terceiro em agosto. Segundo o Sindusmad o reajuste de 20 por cento não se trata de aumento e sim de repasse de perdas sofridas ao longo do tempo com aumento de impostos, energia, combustível e salários que não foram repassados.

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