Mato Grosso foi o estado brasileiro que teve o maior crescimento da economia entre 1995 e 2007, com um volume de 111,5% de expansão. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Atrás de Mato Grosso aparece o Estado do Amazonas, com crescimento de 96,1%. Com o resultado, Mato Grosso assume a 13ª posição passando o Amazon as que fica na 14ª posição. Isto ocorreu pela recuperação da atividade econômica de Mato Grosso, já que em 2006 o estado teve queda em torno de 4% de seu PIB, resultado mais baixo de sua história e o menor entre os 27 estados, em 2006.
De acordo com o IBGE, todos os estados do Centro-Oeste crescem acima da média brasileira. Mato Grosso do Sul expandiu sua base econômica em 53,3%, e Goiás e o Distrito Federal com 57% e 56,6%, respectivamente.Mato Grosso está entre os nove estados que em 2007, representando 54% do PIB brasileiro, cresceram acima da média. A alta foi de 11,3%.
Dos estados com PIB per capita inferior a média do país no primeiro ano da série, Mato Grosso foi o único a ultrapassar a média nacional nos anos posteriores: em 2002, o PIB per capita do estado equivalia a 90% do brasileiro. Em 2004, o PIB per capita do Estado chegou a ser 30% maior do que a média e, em 2007, ficou 3% acima dela. Os demais estados com PIB per capita acima da média nacional eram: Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande de Sul, e Paraná..
Apesar da força econômica de Mato Grosso estar baseado fundamentalmente na produção, o IBGE aponta a agropecuária paulista com melhor desempenho, respondendo por 2,0% do PIB do estado e por 11,8% desta atividade no Brasil, abaixo dos 13,5% verificados em 2002. A cana-de-açúcar, a laranja e a criação de bovinos foram responsáveis por cerca de 59,1% da agropecuária paulista em 2007. Mato Grosso está em 15ª posição.
De acordo com o levantamento do IBGE, as regiões Norte e Nordeste cresceram abaixo da média nacional em 2007. De 1995 a 2007, no entanto, a região Norte teve o maior crescimento, de 73,6$%, bem acima da média nacional, de 39,8%. Nesse intervalo, o Nordeste cresceu 44% e o crescimento real acumulado do Sudeste foi de 33%. A Região Sul cresceu 39,9% no período, quase igualando a média brasileira (39,8%), enquanto no Centro-Oeste a expansão foi de 63,5%. Nesse mesmo período, por estado, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul tiveram expansão abaixo da média, de 26%, 32% e 30,9%.