O número de pessoas que poderia sofrer algum problema de saúde após serem contaminadas por polônio 210, a substância radioativa que causou a morte do ex-espião russo Alexander Litvinenko, subiu para dezesseis, informaram hoje as autoridades de saúde britânicas.
A última pessoa cujos testes de contaminação pelo isótopo radioativo deram positivo é um cliente do bar do Hotel Millennium, no centro de Londres e onde Litvinenko se reuniu com alguns compatriotas no dia em que caiu doente, detalhou a Agência de Proteção da Saúde (HPA) do Reino Unido.
A Agência informou em comunicado que até o momento foram feitos testes em 695 pessoas, das quais a maioria, um total de 679, apresentava níveis muito baixos de polônio 210 e que não representavam risco para sua saúde.
Nos dezesseis casos restantes, os vestígios da substância radioativa não são "suficientemente significativos" para gerar doenças a curto prazo, enquanto o risco para a saúde a longo prazo representa uma percentagem "muita pequena".