A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu adotar a "estratégia do medo" para combater o adversário Geraldo Alckmin (PSDB), informa o "Painel" da Folha de São Paulo desta terça-feira.
Depois de dizer que Alckmin privatizaria a Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, a campanha de Lula tenta alertar o eleitor sobre os eventuais riscos de uma vitória de Alckmin.
"Nota assinada pelo coordenador Marco Aurélio Garcia cita entrevista do ex-secretário paulista Yoshiaki Nakano, apresentado como 'potencial ministro da Fazenda', e diz que o corte de R$ 60 bi sugerido por ele 'paralisaria a máquina administrativa'. As conseqüências, adverte Garcia, seriam a redução de benefícios de idosos, a interrupção do 'processo de redução da pobreza e da desigualdade' e a recessão", revela o "Painel"(só para assinantes da Folha e do UOL), editado por Renata Lo Prete.
Segundo o "Painel", a campanha de Lula já havia soltado outro boletim alertando que Alckmin iria fazer privatizações, se eleito, além de cortar o Bolsa Família.