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07/03/2010 - 06h41
Artesanato de índios de MT desrespeita a legislação sobre animais
Salada Verde
Água Boa News



Em mais uma prova de que nem todos são iguais perante a lei, especialmente a ambiental, o Ibama devolveu peças de artesanato feitas com partes de animais selvagens apreendidas em duas lojas de Canarana (MT) durante a Operação Moda Triste. Mais de cem índios reunidos na Câmara Municipal, incluindo trinta caciques, foram suficientes para intimidar os representantes do órgão. A batata quente caiu na mão de "instâncias superiores", que resolverão se a multa de 13 mil reais será paga ou não.

“A gente não mata 40 ou 100 aves em um dia para fazer artesanato. Nós somos índios, sabemos lidar com a floresta. Nós caçamos para nos alimentar e usamos os restos dos animais para fazer os adornos. Isso sempre foi assim, essa é nossa cultura e ela deve ser respeitada. Nós usamos nossos enfeites assim como o branco usa boné” - disse Adumba Kisedje, filho do cacique Kuiussi Kisedje.

Não é a primeira vez que há problemas entre índios desejosos de entrar na economia de mercado comercializando partes de animais silvestres e a fiscalização do Ibama. Parecia que havia consenso de que a comercialização de artesanato com partes de animais não é permitida, como disposto na Lei de Crimes Ambientais. Deixando de lado a duvidosa sustentabilidade deste tipo de artesanato, sem falar no gosto duvidoso de pendurar pedaços de animais mortos na sala de visitas, o acontecido em Canarana mostra que não são apenas os poderosos de sempre que conseguem dobrar a fiscalização ambiental.

A Lei de crimes ambientais é clara quanto à comercialização de produtos derivados de animais silvestres. “A Lei de Crimes Ambientais 9.605/ 1998 diz, claramente, que a venda de artesanato feito com partes de animais silvestres é crime”. Rocha diz ainda que a multa de R$ 13 mil, aplicada a loja, foi o menor valor possível ao qual conseguiram chegar, com base na Lei. “A avaliação do valor apreendido é feita a partir do animal que foi utilizado na confecção dos adornos. Animais que não estão na lista de extinção são avaliados em R$ 500 e, animais que estão na lista, R$ 5.000”. 

Além de contestar o procedimento do IBAMA na operação Moda Triste, os índios presentes na manifestação questionaram a atitude do órgão frente a outras questões que eles consideram mais problemáticas. “Se o IBAMA cuidasse mesmo da natureza, ele iria impedir a construção da barragem de Belo Monte”, disse o representante Ianakula Kaiabi Kisedje. 
 
Adumba Kisedje enviou ainda um recado para as autoridades dos órgãos competentes sobre o assunto. “Gaspar, o que nós tínhamos para falar aqui para você era isso. Daqui em diante a briga por nossos direitos será com a Funai e com o presidente do IBAMA”.

 
Comentários:
lais - 09/04/2010 10:35:00
isso e muito chato
BRartesanato - 08/03/2010 20:09:00
É triste que animais sofram em nome do artesanato. É triste que índios sacrifiquem animais para criar adornos. É triste saber que pessoas adquirem produtos artesanais que utilizem “matéria prima” de criaturas vivas. Equipe BRartesanato.
Vitor - 08/03/2010 09:49:00
Se índio fosse organizado, talvez eles tivessem colonizado algum outro continente ou ilha. Indio espero era Inca e Asteca, esses do Brasil são um bando de inúteis sanguessugas.
Don Viccenzo - 08/03/2010 09:36:00
Com certeza eles fazem esse artesanato pra difundir a cultura...... CONVERSA FIADA, índio é igual prostituta, gosta mesmo é de dinheiro, não querem nada com preservação, pois já conheci pessoalmente inumeros casos em que os PROTETORES DA NATUREZA vendem ilegalmente a madeira. Tinha que ser como na argentina, exterminá-los
Josué - 08/03/2010 07:57:00
ELES PODEM USAR O ARTESANATO QUE FAZEM DE ANIMAIS SILVESTRES E PLANTAS... COMERCIALIZAR SE TORNA UM CRIME.... ÍNDIO NÃO PODE VENDER.. NÃO É DE SUA CULTURA O CAPITALISMO
Jorge - 08/03/2010 07:29:00
A Lei é igual para todos. Se o índio quer entrar no mercado para comercializar seu artesanato, ele deve respeitar a Lei.
Enio - 08/03/2010 00:22:00
Enquanto o presidene(?) da Funai viaja para a Europa,,com toda certeza, vai colher subsidios com os indios(!) europeus, os indios brasileiros passam privações.O Ibama proibe a extração de madeira,mesmo com plano de manejo,o governo federal ta pouco ligando para a situação.Tem mais é que organizar essa situação.Indio vota,tem conta em banco,mas não é permitido cultivar suas tradições.Se é indio,tem seus direitos.E deveres,tambem.
João - 07/03/2010 20:34:00
Também sou tão brasileiro quanto qualquer indio, pq eu tenho que respeitar a lei e eles não? Eu sou brasileiro e parece que meu país só tem olhos para indios que nem cultura mais tem.
ALESSANDRO JOVE - 07/03/2010 19:13:00
Isso é porque vocês não viram os índios de S. Félix do Araguaia que vendem peixes (pintados e cacharas) menores que a metade da medida legal, por 2, 3 reais. Um absurdo.
Francisco Rúbis Datsch - 07/03/2010 17:50:00
IBAMA não é ONG! Há um plano sórdido de extinção da vida dos povos indígenas, maquinado pelas elites, da qual Lula hoje é parte integrante. Cada ano matam um pouco dos índios e dos recursos naturais que lhes dão sobrevivência digna.. Muito própria do IBAMA e de autoridades inconseqüentes a atitude atabalhoada de prender artesanato indígena por ser de animais silvestres. Índios também são silvícolas. O legislador esqueceu disso? Assim, levanta uma discussão oportuna. DE QUE IRÃO SOBREVIVER OS ÍNDIOS AMONTOADOS PELA FUNAI NO PARQUE NACIONAL DO XINGU? O zêlo do IBAMA precisa começar com a proibição da execução de qualquer represamento na bacia do Rio Xingu. AUTORIZAR BELO MONTE É UMA BOMBA DE GÁS LETAL QUE IRÁ MATAR OS INDIOS PAULATINAMENTE, pela falta de peixes e todo o ciclo de vida ao redor da piracema. Urge a fiscalização para não haver maiores depredações que as que já ocorreram,com os desmatamentos em todos os afluentes do Xingu, que nascem fora do Parque. A ferrovia São Paulo/Corumbá matou desde os Caigangues em São Paulo até os índios Canoeiros no pantanal a partir de 1910. A arma atual é usinas hidroelétricas que provocam a morte dos rios. Yaciretá, Itaipu, Porto Primavera e Ilha Solteira mataram o Rio Paraná, um dos maiores do mundo, em menos de 20 anos. As 83 PCH em construção sem EIA/RIMA matarão os índios do Juruêna, além das que estão sendo construídas no Iriri que afetam os índios do Xingu diretamente. Quantos anos resistirá a vida silvícola o Rio Xingu???
Pedro - 07/03/2010 13:22:00
Pedro, você sugere que os outros sustentem índios. Imagino que você já faz isto afinal deve dar o exemplo. Quantos índios você sustenta?
João - 07/03/2010 13:09:00
Absurdo são estes índios burqueses, pequenos capitalistas que querem lucrar com o sofrimento dos animais. Ìndio quer apito e dinheiro, e com o lucro aplicar na bolsa de valores. Assim caminha a humanidade.
josé antonio - 07/03/2010 11:59:00
manda quem pode obedece quem tem juizo, os indios destes paiz estão se organizando, bem mais que os brancos, sabem dos seus direitos e deveres tomara que um dia teremos um indio presidente deste paiz ai a coisa vai ter respeito a povo brasileiro ongs e outros metidos a fazre leis americanizadas ou europeia chega
jb - 07/03/2010 11:07:00
Cade a CPI das ONGs? Passou da hora de mandar essas ONGs pastarem em sua terra de origem. Esse Brasil é uma piada, virou "casa da mãe Joana", cheio de bisbilhoteiro de fora dando pitaco, vao cuidar da terra de voces cambada de desocupado.
PAULO ROBERTO DE OLIVEIRA - 07/03/2010 09:49:00
Esse Germano Souza, falou asneira, a lei é igual para todos, vc é um desses que acha que presevação da natureza é besteira!!! Os indíos não tem diretos perante a lei? então deve respeitá-la também..
Germano Souza Cruz - 07/03/2010 08:57:00
Só faltava essa! As ongs e ambientalista usarem de Lei Ambiental para proibir nossos indígenas de usarem seus únicos meios de sobrevivência em nome de uma preservação ambiental que mais interessa aos europeus e americanos que a nós. Ora, no Brasil as leis não podem ser criadas para ferir o direito adquirido, muito menos para tornar o pobre cada vez mais pobre. Só uma dica aos ambientalistas e estrangeiros metidos a besta: Se querem preservar a natureza de maneira tão intransigente como propõe, sugiro que cada uma de vocês passem de agora em diante a sustentar uma família indígena e seus descendentes em tudo que eles necessitarem. E que também sustentem famílias de "brancos" que serão expulsos de suas terras produtivas, somente para que possa fazer valer essa maculosa lei ambiental.
 
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