A ofensiva israelense na faixa de Gaza tem causado uma onda de protestos em diversas em embaixadas do Estado hebreu pelo mundo. Nesta sexta-feira, foram realizadas manifestações na Jordânia, no Egito e na Algéria. Desde o início do conflito em 27 de dezembro, ao menos 700 palestinos foram mortos e 3.000 foram feridos na ofensiva israelense.
Na Jordânia, a polícia precisou intervir para conter os manifestantes que atiraram pedras e gritaram palavras de ordem: "Expulsem o embaixador. Não queremos um sionista na Jordânia".
Os manifestantes pediram também a expulsão do embaixador do Egito, que também mantém relações diplomáticas com Israel. Na confusão, a polícia atirou gás lacrimogêneo nos jordanianos.
No Egito, 1.500 manifestantes protestaram em frente a uma mesquita na cidade de El Arish. Os egípcios foram às ruas pedir para o governo intervir nas negociações para a entrada de ajuda humanitária em Gaza.
Ao menos 5.000 manifestantes na cidade de Alexandria, na costa mediterrânea no Egito, levantaram bandeiras palestinas e bandeiras com dizeres contra Israel, em favor do movimento islâmico do Hamas, quem mantém o controle de Gaza.
"Nós estamos com muita raiva pelas mulheres e crianças mortas no conflito", disse Hassan Ismail, 40. "Nós estamos pedindo para o governo egípcio abrir a fronteira em Rafah para que possam ser enviados alimentos e mantimentos e também as armas para o Hamas se defender", disse o manifestante.
Centenas de mesquitas na Jordânia ficaram lotadas hoje com manifestantes que rezaram pelos palestinos mortos nos confrontos. Hoje, palestinos protestaram também em West Bank, Cisjordânia, mas foram contidos por agentes do governo.
Forças israelenses e policiais ficaram sob alerta a fim de evitar um conflito. Cerca de 4.000 manifestantes protestaram também em Ramallah e a polícia também foi chamada. Bandeiras de Israel foram queimadas nas ruas e os manifestantes gritaram palavras de ordem do Hamas.
Na África, os protestos também tomaram as ruas. Na Mauritânia, 5.000 pessoas fizeram uma manifestação que terminou em pancadaria e vários carros queimados. No Senegal, bandeiras israelenses foram colocadas em frente a uma mesquita em Dakar.
Na Algéria, o protesto reuniu 30 mil pessoas, sendo um dos maiores dos últimos anos no país. Os manifestantes carregaram bandeiras palestinas nas ruas depois de terem feito orações para as vítimas dos conflitos.
O movimento foi pacífico e os manifestantes fizeram uma marcha em direção a cidade de El Biar, sede das embaixadas. Alguns muçulmanos se dirigiram as embaixadas americanas e do Egito, mas foram interceptados por policiais que impediram a passagem. Um repórter da agências de notícias Associated Press relatou que diversos manifestantes foram atingidos por pedras.
"Hamas, hamas. Americanos terroristas", gritaram os manifestantes que também pediram clemência pelas vítimas do conflito. Segundo rádios locais, os manifestantes repetiram o protesto em outras cidades do país.
No Brasil, em Brasília, cerca de 100 pessoas se reuniram em frente à embaixada de Israel para demonstrar apoio ao Estado hebreu. O protesto foi organizado pela ONG Mensageiro da Paz e também ocorreu em outras oito cidades brasileiras e mais 18 países em todo o mundo. A mobilização é um contraponto às manifestações contrárias ao Estado de Israel realizadas em diversas localidades.
Em um manifesto entregue durante à manifestação ao conselheiro da embaixada, a organização defende o direito de existência e de se defender de Israel, convoca os povos do mundo a encontrar maneiras de estabelecer a paz no Oriente Médio, rejeita o terrorismo e todo ato de violência dirigido a civis e manifesta a sua solidariedade aos povos palestino e israelense.
Com agências internacionais