Os cuiabanos do Espaço Cubo não param. Depois de organizar a Semana da Música no fim de semana passado, eles promovem na próxima sexta, sábado e domingo a terceira edição do Festival Calango. O evento surgiu em 2001 com a proposta de “revitalizar o interesse pela manifestação autoral no Mato Grosso”. Foi tão bem sucedida que uma segunda edição, ainda maior, rolou em 2003 e, nesse ano, ao que tudo indica, acontecerá a maior edição do festival, que promete entrar de vez no crescente calendário de festivais independentes do país.
Em 2005, o Festival Calango conta com 42 bandas em três dias de evento e não se resume apenas a shows de música. “O festival não se limitará a levar ao público apenas atrações musicais. A partir deste ano, ele se torna um Festival de Artes Integradas, com mostra de vídeo, peças de teatro e saraus de poesia, entre outras ações de fomento à produção independente local”, explica Pablo Capilé, organizador do festival e do Espaço Cubo.
Como se não bastasse as atrações, o festival ainda contará com uma mesa de debate de assuntos relacionados à cena independente nacional de uma forma geral. Personalidades como Fabrício Nobre, Leo Bigode e Marcio Jr, da Monstro Discos, Ulisses Xavier, do Porão do Rock, Jomardo Jonas, do Mada, Fernando Rosa, do Senhor F, Wagner Martinz, da Panlea Ms, Vinicius Lemos, da Fan Rock, de Rondônia, Paulo Barga, da Tum Tum Produções, de Amazonas, Pedro de Luna, do Jornal do Rock, Humberto Finatti, da Dynamite, e Bruno de Souza, do Punknet, entre outros, debaterão temas que vão do jornalismo ao audiovisual.
O Festival Calango tem apoio da prefeitura, do governo do estado e da iniciativa privada. “Estamos no caminho certo e nossos apoiadores conseguiram compreender a necessidade de incentivarem ações tão grandiosas e que vão gerar belos frutos para a cultura alternativa de nosso estado”, conta Pablo, que completa: “É a hora dos independentes”.
DESTAQUE DO RIO DE JANEIRO
Do bar pro palco. Este foi o movimento feito por quatro amigos com experiências musicais anteriores que, por diversos motivos, estavam há algum tempo sem tocar. Dando certo, a brincadeira virou hábito, e daí um trabalho de proporções inesperadas, mas sempre mantendo a espontaneidade que faz do Baco! uma das bandas mais divertidas do Rio de Janeiro.
Duco (vocal e guitarra), Alt (guitarra), Bissa (baixo) e Gabiru (bateria) somam-se em suas afinidades e produzem o peculiar som da banda justamente no embate entre as suas preferências e particularidades musicais. As letras cruzando temas bem rotineiros (e cariocas) como o amor e a tristeza, a alegria e a melancolia, se diluem nas batidas swingadas e enérgicas e nas harmonias de bossa nova, mescladas à sonoridade do punk e do college rock nova-iorquinos. A voz, às vezes contida, às vezes rasgada, as guitarras pesadas, embora melódicas, e o baixo marcado, que sempre ocupa os espaços necessários, complementam a medida exata do bem-estar.
Um rock climático? Talvez. E se é difícil falar sobre o Baco!, mais ainda rotular seu som, justamente por esta mistura de processos musicais que vêm acontecendo no Brasil e no mundo dos anos 60 até hoje, o mais prazeroso é, sem dúvida, escutá-lo.
Essa experiência se traduz hoje em um novo CD, produzido na primeira metade deste ano, além de um primeiro trabalho, de 5 músicas, que obteve críticas positivas em jornais como Correio Braziliense e Jornal do Rock, e sites como www.dynamite.com.br, www.bahiarock.com.br e www.alterfannativo.hpg.com.br, além da contribuição, com duas faixas, à coletânea Tombarock, lançado em 2004.
Além dos trabalhos de estúdio, o Baco! vem realizando incessantes shows, tendo tocado em lugares como Fun House e Outs, em São Paulo, e Garage, SESC Tijuca e diversos outros lugares no Rio e Niterói, com Walder Wildner, Autoramas, The Feitos, Canastra e várias outras bandas atuais em destaque.